sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Este é o fim!

Em breve este blog vai "sair do ar". Por vários motivos assim decidi. Um deles é a falta de tempo pra atualizá-lo. Não estou conseguindo administrar nem minha vida real, quem dirá a virtual... De qualquer forma, já tenho algumas coisas novas fermentando na minha massa encefálica ou, quem sabe, no fantasma da máquina, e logo logo estou de volta.

Agradeço a todos que acessaram e perderam tempo lendo minhas maluquices.

Como diz o Morrisson:

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end...


Fui...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eu e minha supercabeça e blablablablabla. Este monte de informações descoladas, desarticuladas e, às vezes, até mesmo fora de propósito. Tornamo-nos assim: frenéticos. Um corrida sem fim, uma disputa feroz. Talvez nem seja mais ao modo do olho por olho, dente por dente. É bem provável que se trate de algo na esfera do mental, da tortura psicológica, do domínio da mente. É o controle das informações, das linguagens, enfim, trata-se de algo mais técnico e complexo. É que o corpo responde às mensagens recebidas. Corpo-mente são campos diferentes, porém, intrínsecos, uma unidade, no final das contas, a síntese suprema do que é ser ser humano. Basta olhar a redor pra enxergar esta verdade incômoda: o mundo é controlado por fetiches, que subjugam a inteligência, escravizando o corpo. E daí então nos incomodamos com o diferente, procuramos insaciavelmente a homogeneidade, comprando o tênis da moda, ou se vestindo como a atriz da novela das oito. Procuramos padrões por que não queremos pensar. Pensar dá trabalho demais, e assim pensando, cansamos ante a tarefa de refletir... É a relação de trabalho que está invertida, o trabalho aliena, pura e simplesmente, por ocupar quantia de tempo que serviria ao pensamento. É um roubo que o trabalho faz quanto ao uso da mente, escraviza-se não apenas os corpos, seqüestram-se as mentes, toda uma dimensão temporal preciosa, que escorre insanamente em horas de dedicação ao lucro de outrem...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Celebrar ou cerebrar?

Cérebro
celebra
cerebrando?

Ou será melhor
Celebrar
sem cérebro?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Esta passagem que sou eu mesmo, e as essências que são múltiplas, pertencem a cada ato e cada objeto, e não importa se isto leva ao infinito, pois é exatamente o infinito que desejo, por não caber em si mesmo é que me expando, também espaço-materialmente dizendo. É que levo este corpo para todos os lados, sendo que sou ele mesmo, é que toco os objetos, ainda que apenas com o olhar, e sinto meu estômago acidulante borbulhando, e os ventos e caminhos, placas indicando a ausência diversificada dos destinos, trazendo significados distorcíveis como metal derretido. Lançado no tempo-espaço, sigo seguindo a seqüência de todos os atos vivos e fugídios como nuvens no verão, nesta solidão que tudo abarca e completa, mirando nos alvos em movimento, mergulhando e emergindo num fluxo-refluxo, explodindo em devaneios, mas também em acontecimentos realmente vívidos.

sábado, 26 de setembro de 2009

O primordial

O primordial é sempre urgente, trata-se de encontrá-lo por debaixo dos séculos. Trata-se de parar os relógios cronológicos, e atingir a massa informe e caótica que há sob a casca configurada conforme o presente contexto externo. E, me desculpem se sou hermético, mas, para bom entendedor, meia linha basta....

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Este mundo, além de careta, é também picareta...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

E x p a n d i n d o . . .

sábado, 6 de junho de 2009

Dialógico

Difícil é ser dialógico quando todas as posições já estão bem definidas...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Não gosto de cerimônia
Nem de parcimônia
Nem de amônia
Ser feliz
É crescer
Pra fora
Em volta
do mundo

Tristeza
É mergulho
Pra dentro
Pro fundo

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Filosofia e a História

A Filosofia corre atrás da História. As teorias tentam constantemente se atualizar com o devir histórico, além da tentativa de transcendê-lo. Todavia, jamais o transcendem, pois caso assim fosse, descolarariam-se do mundo, perdendo a aderência, deixando de ser teorias para serem o próprio status quo, perdendo - por consegüinte - o status de teoria. É inerente a qualquer teoria, por assim dizer, colocar o mundo em suspenso. Mas também é inegável que a própria suspensão do mundo implica o próprio mundo. Não se pode partir de um a priori que negue o mundo, pois a possibilidade de criar conceitos sem relação com o mundo constitui, evidentemente, um absurdo. É intrínseco às teorias divergir da realidade e até mesmo questionar: o que é a realidade?
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É uma tarefa ingrata, que nunca se completa, pois o papel das teorias é exatamente este: criticar o passado e o presente, assim como supor o futuro. E é neste sentido que digo que a Filosofia corre atrás da História. No entanto há, por outro lado, a influência das teorias sobre a própria história (por exemplo, a influência do pensamento de Marx na configuração política do século XX).
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Vivemos numa época em que a teorização do mundo beira o absurdo. Temos uma superestrutura teórica que parece saturar a realidade, complexando-a. Certas teorias são demasiado complexas para dar conta dos problemas a que se propõem de maneira objetiva e até mesmo prática; há uma composição tão dinâmica de elementos dentro das teorias (a "trama" na qual os elementos estão costurados), que estas parecem se desmanchar internamente, contradizendo-se, volubilizando-se. Tudo parece tender na tentativa de encontrar no caos um ponto ao qual se agarrar, como se houvesse sempre um inimigo com o qual lidar, um perigo iminente, algo com o que seja necessário ter demasiado cautela, medo paranóico de errar, em suma, cria-se certo hábito de problematizar exageradamente, como se não fosse possível partir para uma prática já contida no cerne do próprio presente. É como se fosse necessária, para se chegar a praxis, uma ruptura demasiado artificial com o status quo, a criação de um teoria que legitime do início ao fim a prática a ser efetivada. Evidentetemente, criticar se faz sempre necessário, para evitarmos uma postura conformista, porém, quando a crítica é substituída pelo vício da crítica, tornamo-nos rabugentos, reclamando de tudo e de todos, simplesmente para manter a tradição do "reclamar".

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Por fim, ao ler algumas páginas de um livro de Filosofia, eis que por vezes nos surge a pergunta um tanto óbvia: pra que serve isto? São tantas posições teóricas diferentes, que alguns livros, no final das contas, parecem verdadeiros bang bangues teóricos, como se os filósofos morassem no velho faroeste e, ao sacarem suas pistolas, atirassem pra todos os lados, com a devida diferença de que a luta se dá num campo estritamente teórico. Há também a questão do vocabulário hiperdesenvolvido, marcado por distinções tão sutis, ao ponto de atingir o paroxismo da ininteligibilidade. Na tentativa de se facilitar o entendimento, o filósofo envereda por uma espécie de linguagem hermética, distante, auto-referente. Claro que tal procedimento também denota uma tentativa louvável de renovar a linguagem de modo que seja possível expressar a clareza exigida aos conceitos. Mas isto se constitui num movimento infinito, que jamais alcançará qualquer clareza de ordem superior. A transformação terminológica, sua crescente complexidade, a quantidade cada vez maior de pontos de referências presentes nas argumentações, e a especifidade quase absurda do que se discute geram a dificuldade em realizar análises práticas, que se desprendam desta superestrutura teórica, e que se libertem da cegueira provocada pela tentativa de dar conta de tudo quando, na verdade, perde-se a visão totalizante em troca de uma teia emaranhada, na qual o discurso se perde, cria asas, e se descola da realidade. Enfim, a superestrutura teórica nos coloca num labirinto onde a falta de univocidade da linguagem provoca confusões e discussões intermináveis. A linguagem é, por natureza, o campo onde se dá a batalha, exatamente por sua incapacidade de precisar com perfeição o que quer que seja, por ser intercontextual, perspectivista.
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Atingir a ruptura plena entre linguagem e mundo é uma utopia. A linguagem sempre se esforçará por abarcar o mundo, mas o mundo, no seu desenrolar histórico, sempre escapará da tentativa da linguagem de capturá-lo. A isto considero uma das principais insuficiências da Filosofia e, ao mesmo tempo, sua característica mais primordial: a de suspender o mundo, descrevendo-o e transfigurando-o no discurso para modificá-lo. Assim, realizamos uma ponte entre Bakhtín, que considera as mudanças na linguagem como decorrentes dos processo ecônomicos, políticos, socias e, por outro lado, Foucault, que considera - sem negar a perspectiva de Bakhtín - as mudanças ocorridas na realidade em decorrência da modificação ocorrida internamente nos próprios discursos.

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Por fim, a fragmentação do discurso, a importância - quase imperativa - de que este se desdobre em mil direções provoca uma espécie de inércia, um sentimento de descontrole diante dos inúmeros tentáculos da realidade a ser abarcada, gera desespero, certa sensação de se estar perdido na imensidão de tudo o que se pode pensar acerca de tudo. Mergulhamos no mar do pensamento, e agora nos vimos sufocados pelas águas e pelo que o pensamento construiu. Somos vítimas de nós mesmos, atiramos no próprio pé. Utilizamos a racionalidade para contestar o não racional, e agora nos vemos vítimas das inúmeras armadilhas que o uso excessivo da razão instrumental nos trouxe, apesar desta ser apenas um dos aspectos da racionalidade em seu sentido mais amplo.
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Podemos afirmar que, em certo sentido, a história mergulha o homem na sua correnteza, fazendo com que as tentativas de salvar a realidade por meio do discurso sejam levadas pela torrente dos fatos, sempre mostrando ao homem que não há necessariamente uma verdade na qual se agarrar. Porém, isto não invalida o discurso, sendo este um dos aspectos essenciais, senão o mais importante da razão humano: o logos. O logos é o curso (do discurso, das coisas, o movimemnto em Heráclito), assim como a história é um curso e, neste sentido, homem e história se cruzam, transformando-se numa só e mesma coisa. Sem homem não há história (vivemos a história profana, dos homens, como dizia Marx), a história é um predicativo do homem, ao mesmo tempo em que lhe escorre pelas mãos, num misto de destino e acaso, no qual a razão intervém.




terça-feira, 14 de abril de 2009

Resposta a um comentário anônimo



Desejo não se sufoca por asfixia. Desejo é a roda que move. Sem desejo, sem movimento. Desejo só acaba na hora da morte, e isto apenas se não houver depois disto outra vida. Desejo é vida. Até as plantas desejam o sol, e os humanos desejam o sol, assim como desejam outros humanos. A fome deseja comida, e a paixão deseja a satisfação. Tudo é desejável, por que é o desejo que nos liga ao mundo, e faz com que nos direcionemos a ele (intencionalidade). No fundo, somos puro desejo, somos moventes, autônomos, buscando eternamente.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Souvenir

Quando o pensamento
Se torna Souvenir
Eu páro de pensar
Pra não explodir

Daí liberto os sentidos
Abro os filtros
Janelas e Portas
Pras coisas novas
Que estão por aí

E quando sentir
Me escraviza
Me torno mais frio
E calculista
Pra matar a angústia
Por asfixia

Ordeno o caos
Mesmo sabendo
Que é conveniência
Pois o que importa
É a sobrevivência

Parar

São tantos papéis a serem preenchidos, tantas regras a serem cumpridas. Perco-me em meio a tantas ordens, esqueço-me de cumprir, de entregar, perco os prazos, diluo-me nos imperativos da vida. Percebo que não haverá tempo de fazer tudo. Sou apenas um! Apenas um tentando ser vários, apenas um tentando acompanhar a maré esmagadora do cotidiano, os milhões de sujeitos que correm desesperadamente atras de sabe-se lá o que. Pra onde estamos indo? Pergunta sem sentido. Pra onde não vale mais, nem por que. Apenas seguimos o ritmo, dançamos sem música, dançamos de modo quadrado, como pedaços desconjuntados, como se segurassêmos inúmeras coisas nas mãos, tal qual um equilibrista. Sinto-me num circo, dando piruetas, cambalhotas, andando na corda bamba, e os próprios pensamentos me atropelam, os ponteiros do relógio me vigiam, e às vezes eu só quero parar com tudo isso. Parar.

Fantasmagoria

Fantasmagoria
Perco-me entre
As mercadorias
A névoa das luzes e neons
Embaçam as minhas vistas

Sônambulo e delirante
Diante de tantas imagens
Frases, vitrines, relações vazias
Mergulho no presente
E o passado se dissipa

Flutuo na paisagem
Nem percebo a mais-valia
Panoramas surgem como
Miragens
E não sei mais o que é
Uso ou preço
Prece ou desejo
Interesse ou companhia

Converto-me em objeto
Cambiante que caminha
Em plena luz do dia
E vira as esquinas
Em sincronia
Com a massa vazia

A cidade é um vão
Com seus corredores
Feitos de magia
Cheios de colagens
E de referências perdidas

E diante das vozes vorazes
Das etiquetas ingênuas
Emudeço
Esqueço
Afundo
Efêmero
Em meio a toda
Rotina



Este poema me lembra uma letra do Chico Buarque, na qual me inspirei em parte para escrevê-lo (claro, o Chico é muiiito melhor do que eu, huashuashuashuas), lá vaí:


As Vitrines

Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não

Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir

Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar

Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão



Me parece que, nesta letra, Chico Buarque está falando da sensação de fantasmagoria que a cidade traz à personagem. A cidade como um vão. As vitrines que a vêem passar. São as vitrines que vêem a personagem e não a personagem que olha as vitrines. Puro fetichismo. As mercadorias criaram vida própria, e agora têm vozes (o ente transformado em ser na terminologia fenomenológica). Sair da sessão, frouxa de rir. O cinema e a alienação. Tua sombra a se multiplicar. O sujeito perdendo as referências num mundo em que tudo se torna difuso, em que nos perdemos num turbilhão de atos e fatos. Passas em exposição, passas sem ver teu vigia... O "panopticon" (o olho que tudo vê, a vigilância constante entre os indíviduos, a suposta transparência que faz, no final das contas, com que o sujeito seja tanto vigilante quanto vigiado).

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Urrar


Acordar de manhã e urrar
Pra voltar às origens
Quando não existia despertar com dor
E era o sol que batia no rosto
E nos dava bom dia
Não a porcaria do celular
Ao lado da cama macia

Aula Chata

Aula Chata
Desce quadrada
Aula boa
Desce redonda
E ainda há
Aquelas que não descem
Travam na garganta
Tem professor que só engana
Daí eu vou pro bar
E bebo uma Brahma

terça-feira, 31 de março de 2009

Tédio

Fujo do tédio
Nas noites quentes
Cheias de gente
Fugindo como eu

Rock n' roll
Copos e corpos
Volúpia e embriaguez
Acordado num sonho
Desconheço-me
Renasço

Uso venenos
Consumo o tempo
Que gira ao contrário
Movimento os pés
Gasto os sapatos
Fumo cigarros
Tento manter
O nosso bom papo
E rir pra caralho
de todos os casos

E agora
Que faço
Quando tudo termina
E só resta a ressaca
Do sábado?

O tédio já volta
No meu encalço
E sempre corro dele
Pois não quero ficar
Entediado

quinta-feira, 26 de março de 2009

Homenagem à galera da Filô

Este post é uma homenagem e um agradecimento à galera da Filosofia. A galera mais insana e engraçada que conheço, cheia de piadas ácidas, histórias incrivelmente absurdas (bota absurdo nisso, dá até pra escrever um livro sossegado), e conversas para lá de malucas, além de serem todos bebedores profissionais, freqüentadores assíduos de bares e padarias ou qualquer outro tipo de estabelecimento que venda bebidas alcoólicas.

Amigos: não tem preço. Pra todas as outras coisas existe o seguro desemprego.

Até as próximas aventuras!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Uma história de amor

Certo dia, quando fui a casa de uma tia, deparei-me com um livro na estante, cuja capa era rosa e trazia a foto de uma mulher seminua. Em meio a conversa com minha tia, perguntei-lhe se já lera o livro, se podia pegá-lo emprestado, e ela me entregou o volume e disse: é teu!

Comecei a lê-lo e seu estilo me agradou logo de início, e então me empolguei gradualmente, e o lia cada vez mais vorazmente. Mergulhei no livro, e quando me vi, já não sabia mais quem era ele ou quem era eu. Buscava no dicionário o significado de algumas palavras. E lia, lia. Qualquer momento ocioso e lá estava eu lendo. Li-o duas vezes. Ele mudou minha vida, tenho-o guardado até hoje. Está com a capa avariada, cheio de trechos inteiros grafados à caneta vermelha.

É um livro do Henry Miller: Plexus

Fui um antes do livro, e outro depois dele. Foi realmente uma grande história de amor. Nos aproximamos e começamos a gostar cada vez mais um do outro. Pra onde eu ia, levava o livro comigo. E o amor foi além do final do livro, continua até hoje. Não o vendo, não o troco, está lá, bem guardado.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Obama de Bush pra mim é Clinton!

A vida é um jogo, mas não nos deram o joystick! Somos joguetes, fantoches, títeres nas mãos de titereiros. Somos um rebanho de ovelhas nas mãos dos vai e vens da economia! Obama de Bush é Clinton, pra mim é tudo igual, só muda a embalagem.

Hiperconectividade

Qualquer
dia
desses
me
transfiro
pro
ciberespaço
Faço
upload
de
mim
mesmo
Mergulho
na
rede
e
o
monitor
me
engole
o
limiar
entre
realidade
e
virtual
se
dissipará
navegarei
pelo
código
binário
um
grande
mar
de
zeros
e
uns!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Fatos produzem fotos, fotos não produzem fatos nenhum. Se bem que tenho lá minhas dúvidas, pois no mundo contemporâneo isto está bem confuso. Já não sei mais o que são fatos ou imagens de fatos, ou fatos que só existem por causa de fotos, e até que ponto fotos produzem fatos. Pra remendar e distorcer Wittgeinstein: O mundo é a totalidade dos fatos, mas também é a totalidade das fotos acerca dos fatos. O mundo é o espelhado que também espelha, é neutro como coisa nenhuma, é tudo e é nada. Não é que tudo parta a partir do mundo apenas, é que o mundo é esta coisa já partida, que já foi antes que pensássemos na sua saída. O mundo já existe antes que algo o espelhe, aliás, ele somente é quando espelhado, somente é a partir de uma consciência que o reflita, mas não me refiro a uma reflexão elaborada, falo à respeito de uma reflexão instantânea. Nada reflete nada por que tudo é essencialmente reflexo, tudo o que se vê é imagem, é impressão de algo, é som, sentido. O mundo é reflexo refletido. O mundo não é nada. Dizemos que o mundo é origem de tudo? Neste caso estamos dizendo que tudo é mundo, por que não existem dois mundos. Aliás, nem existe este "mundo" que se supõe ser origem de algo. É como a "coisa em si" kantiana, ninguém sabe o que é, mas todo mundo fica dizendo que existe. Falta uma linha pra segurar, linha que assegure o sentido da continuidade, que diga que algo partiu de algo, e assim continuamente, mas partir é romper, se algo partiu um dia, partiu do quê? A finalidade deste texto não é ter um sentido bem delimitado, não é dizer algo que preste, que se faça ouvir, é apenas falar por que é isto o que me vem à mente agora...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O mundo tá tão avançado, que eu não durmo mais, eu me desconecto...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O discurso é esta coisa em movimento, e que somente é em movimento. Quando o movimento pára, vem o silêncio. O discurso é esta coisa que vai, o discurso é o curso, e eu nem sei mais o que estou dizendo...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

No limiar entre a consciência e a inconsciência, entre o sono e a vígilia, o canal por onde trafegam as imagens, o filtro do cigarro por onde se puxa a fumaça, o rio que dá no mar (mas neste caso, o mar também aflui pro rio), sujeitos plásticos se modelam como elásticos flácidos, massas de bolo, geléia, numa metamorfose sem fim...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Como assim, matar o bar pra assistir aula?

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Empático, mimético, osmótico...

sábado, 15 de novembro de 2008

Ressaca Moral


Definição de ressaca moral = Não reconhecer o que fez ou o que é capaz de fazer, ou, em outras palavras, não aceitar ou não reconhecer a si mesmo nas próprias atitudes cometidas, estranhar-se.

sexta-feira, 11 de julho de 2008


Vivemos em tempos de pseudocracia...